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18/04/2013 Lubrificação

Confira mais dicas sobre lubrificantes

 

Continuando a série de questionamentos que podem surgir durante seu trabalho na oficina, confira mais algumas dicas que podem ajudá-lo a driblar os problemas com os lubrificantes.

Devo adicionar algum aditivo ao óleo para melhorar o desempenho do motor?

Devemos seguir rigorosamente a recomendação do fabricante do veículo ou do motor; se este informar no manual que pode ser usado, siga a especificação definida.

Qual a validade do óleo lubrificante?

Todos os fabricantes informam no rótulo do lubrificante qual é o período de validade do produto. O importante é manter o óleo lubrificante armazenado em locais secos e longe das intempéries.

Como deve ser feito o descarte de óleo?

Existem leis que regulamentam esta atividade. Para o reparador o melhor é adquirir, gratuitamente, uma apostila chamada “Gerenciamento de Óleos Usados e Contaminados”, desenvolvida pela APROMAC com base na resolução CONAMA 362/06, que poderá ser obtida por meio de sua entidade de classe.

Everton Muoio Gonçalles, engenheiro mecânico formado pela UNITAU – Universidade de Taubaté. Atua desde 1987 em empresas nacionais e multinacionais de grande e médio porte no setor de petróleo, com vasta experiência em desenvolvimento de lubrificantes e derivados,elaboração de treinamentos, desenvolvimento de fornecedores de insumos, desenvolvimento de novas tecnologias. Participa de comitês técnicos na ABNT, ABRAMAN, IBP, Sindicom, Sindilub e AEA.

Clique aqui para ler os artigos anteriores.





20/03/2013 Lubrificação

Funções de um lubrificante automotivo

 

Um lubrificante automotivo é uma mistura de óleo básico combinado com aditivos de desempenho. A origem da base pode ser mineral ou até mesmo sintética. Já os aditivos são produtos químicos que misturamos a base, proporcionando uma melhoria de suas características ou propriedades extras de desempenho.

Atualmente existem diversos tipos de óleo, que podem ser para os motores, transmissões, diferenciais, direção, entre muitos outros tipos. Quando escolhemos os óleosbásicos e aditivos, devemos pensar que eles devem cumprir uma série de funções, além de atenderem especificações das associações e dos fabricantes de veículos ou equipamentos.

Os óleos de motor, por exemplo, devem evitar a formação de depósitos no motor, o desgaste prematuro das partes móveis e também a formação de ferrugem, borras, vernizes e lacas. Além disso, ele também deve proporcionar uma ótima refrigeração das partes do motor, manter separadas as peças em movimento, dispersar os sub-produtos da combustão, proporcionar economia de combustível e diminuir a emissão de poluentes na atmosfera.

Os lubrificantes devem atender normas de associações internacionais.  Uma delas é a norma SAE J 300, que normatiza as viscosidades dos lubrificantes de motor em baixas e altas temperaturas. Ela é muito importante, pois garante que o lubrificante tenha um correto desempenho na hora da partida do motor (quando este ainda se encontra frio) e também a manutenção do filme de óleo quando o motor está quente. Para verificar a tabela de viscosidade leia o artigo “Veja como selecionar corretamente o lubrificante”.

Everton Muoio Gonçalles, engenheiro mecânico formado pela UNITAU – Universidade de Taubaté. Atua desde 1987 em empresas nacionais e multinacionais de grande e médio porte no setor de petróleo, com vasta experiência em desenvolvimento de lubrificantes e derivados,elaboração de treinamentos, desenvolvimento de fornecedores de insumos, desenvolvimento de novas tecnologias. Participa de comitês técnicos na ABNT, ABRAMAN, IBP, Sindicom, Sindilub e AEA.

Everton Muoio Gonçalles




13/03/2013 Lubrificação

Mais quatro dicas importantes

Você pôde conferir no último artigo (leia) quatro perguntas frequentes a respeito dos lubrificantes. Continuando a série, a seguir você poderá conferir mais dicas que podem ajudar no dia a dia da oficina. Desmistifique mais alguns temas conosco, como a temperatura ideal para a troca do lubrificante, o consumo de óleo nos veículos novos, o nível correto de lubrificante e a possibilidade de misturar ou não produtos de marcas diferentes.

O motor do carro precisa estar quente no momento da troca de lubrificante?

Sim, isso é o melhor. Com o motor quente, o lubrificante escoará para fora mais rápido e com maior facilidade.

Qual o nível correto de lubrificante no motor do carro?

O óleo lubrificante deve estar entre as marcas mínima e máxima da vareta. Tanto a falta de lubrificante quanto o excesso é prejudicial ao funcionamento do motor.

Veículos novos consomem mais lubrificante?

Não. O consumo de óleo é normal e varia de motor para motor. Isso está diretamente ligado ao projeto do motor, o que não quer dizer que um motor que consome menos lubrificante é melhor que aquele motor que consome mais. Existem outros fatores que fazem com que o motor consuma mais lubrificante que o informado em alguns manuais de veículos; é fundamental a manutenção periódica do carro para que isso não ocorra

Posso misturar produtos de marcas diferentes?

Sim. Porém, ambos os óleos utilizados devem cumprir todas as especificações da montadora específica.

Everton Gonçalles




11/12/2012 Lubrificação

Veja como selecionar corretamente o lubrificante

 

Você conferiu nos últimos dois artigos da série (veja parte 1 e parte 2) os mitos e verdades sobre a viscosidade do lubrificante e também quais os erros mais comuns no momento da medição do óleo. Nesta terceira parte preparamos uma tabela e um gráfico para ilustrar melhor a correta seleção do lubrificante conforme as condições de trabalho do motor.

Note que um óleo 20, por exemplo, não é igual a um 20W. Os números seguidos de W indicam o comportamento do óleo na partida a frio (a letra W vem do inglês Winter = inverno). Então, no óleo 15W40, o prefixo 15W nos informa que o óleo tem viscosidade máxima de 7.000 CP a temperatura de -20oC. Se o veículo for rodar por uma região muito fria em que a temperatura média ambiente for extremamente baixa, não se deverá utilizar o lubrificante 15W, mas sim o 0W.

 

Viscosidade: SAE J 300 - Lubrificantes para motores
Grau SAE Na partida a frio De bombeabilidade a frio Cinemática HTHS A 150ºC e 106s-1
Máx. Máx. Mín. Máx. Mín.
0W 6200 a -35 60000 a -40 3,8 *  
5W 6600 a -30 60000 a -35 3,8 *  
10W 7000 a -25 60001 a -30 4,1 *  
15W 7000 a -20 60002 a -25 5,6 *  
20W 9500 a -15 60003 a -20 5,6 *  
25W 13000 a -10 60004 a -15 9,3 *  
20 * * 5,6 <9,3 >2,6
30 * * 9,3 <12,5 >2,9
40 * * 12,5 <16,3 >2,9 ou >3,7
50 * * 16,3 <21,9 >3,7
60 * * 21,9 <26,1 >3,7

 

De 60% a 80% dos desgastes ocasionados ao motor são oriundos da partida a frio

A tabela também indica a viscosidade máxima conforme as temperaturas: na segunda coluna vemos a viscosidade de bombeabilidade a frio, na terceira a viscosidade cinemática (temperatura ideal de funcionamento do motor) e na última coluna, a sigla HTHS significa viscosidade sob alta temperatura e alto cisalhamento, ou seja, a viscosidade mínima que o óleo deve apresentar para preservar o filme de óleo a 150oC.

Agora suponha que o fabricante do veículo tivesse recomendado o lubrificante 15W40 e alguém colocasse em seu lugar o óleo 40. Esse engano acontece porque o mecânico ou motorista acredita que, por ser “mais viscoso”, o óleo 40 seria a melhor escolha. Mas o que interessa é o comportamento do lubrificante dentro do motor, onde ele terá que suportar três regimes de funcionamento, com três níveis de temperatura – e não na prateleira!

O gráfico revela que, conforme a temperatura vai aumentando, temos uma estabilidade maior do óleo 15W40, que a princípio alguém poderia julgar “menos viscoso”. Enquanto o óleo 40 tem índice de viscosidade (IV) de 101, no óleo recomendado pelo fabricante este índice é de 142. Quanto mais alto for este índice, menor será a variação da viscosidade do óleo em relação a temperatura do motor.

Resumindo, o que se espera de um bom lubrificante? Menor viscosidade a baixa temperatura para permitir uma boa partida a frio e viscosidade estável em altas temperaturas para evitar o risco do contato metal com metal. Observe o óleo 15W40 no gráfico. Ele é menos viscoso em baixas temperaturas e mantém sua viscosidade em altas.

Everton M. Gonçalles




19/11/2012 Lubrificação

MITOS E VERDADES SOBRE A VISCOSIDADE DOS LUBRIFICANTES – PARTE 2

Na primeira parte deste artigo você pôde conhecer mais sobre a diferença entre a viscosidade e o nível de desempenho dos óleos lubrificantes (veja a primeira parte do artigo), agora vamos saber um pouco mais sobre os erros mais comuns e qual é a melhor forma para medir a viscosidade do lubrificante.

O erro mais comum

Uma prática popular é colocar óleo mais viscoso (mais “grosso”) em motores cansados. O único efeito desta manobra será a redução da folga; porém, o óleo mais viscoso vai prejudicar a refrigeração do motor e forçar a bomba de óleo. A atitude correta neste caso é promover a retífica do motor e seguir usando o óleo recomendado pelo fabricante do veículo.

Outro engano comum é colocar óleo diferente do recomendado, antecipando a troca para intervalos “mais curtos”. Nunca faça isso, pois mesmo poucos quilômetros são suficientes para que o óleo impróprio forme depósitos e provoque desgastes ao motor, entre outros problemas. Mais tarde, de nada vai adiantar voltar a usar o óleo recomendado, pois o dano não poderá mais ser reparado. Lembre-se: óleo não recupera motor danificado.

Aqui temos um dado interessante: de 60 a 80% dos desgastes ocasionados ao motor são oriundos da partida a frio. Ou seja, nesse aspecto, uma partida a frio equivale a 400 partidas a quente! Então, se usarmos um óleo diferente do especificado, isso irá reduzir sensivelmente a vida útil do motor.

Pôr o dedo na vareta não é a forma correta de medir a viscosidade de um lubrificante

Com motor à plena carga, outro engano frequente é orientar-se somente pela temperatura e pressão do óleo. Os lubrificantes modernos preenchem as galerias e folgas do motor de acordo com as tolerâncias de cada componente, e isso leva a uma natural queda ou aumento de pressão do lubrificante (oscilação do manômetro no painel). Nesta condição, o motorista tende a pensar que a oscilação se deve à perda de viscosidade do óleo – outro mito. Os lubrificantes atuais (multiviscosos) trabalham num regime em que é normal haver certa oscilação de pressão.

Viscosidade se mede

Seguramente, pôr o dedo na vareta não é a maneira correta de medir a viscosidade de um lubrificante. Para fazer esta medição com segurança é preciso utilizar um aparelho apropriado para isso, o viscosímetro. A viscosidade do óleo é medida em mm por segundo. Mas atenção: somente empresas habilitadas e laboratórios qualificados podem efetuar a checagem da qualidade do óleo em uso. 

Contudo, vale lembrar que uma única análise de óleo não será suficiente para indicar o real estado de conservação do motor. Para isso são necessárias análises periódicas das características físico-quimicas do lubrificante – que irão proporcionar o completo monitoramento da integridade do motor.

Não perca a parte 3 do artigo e confira uma tabela e um gráfico que ajudará a fazer a melhor escolha de lubrificante.

Everton Muoio Gonçalles, engenheiro mecânico formado pela UNITAU – Universidade de Taubaté. Atua desde 1987 em empresas nacionais e multinacionais de grande e médio porte no setor de petróleo, com vasta experiência em desenvolvimento de lubrificantes e derivados,elaboração de treinamentos, desenvolvimento de fornecedores de insumos, desenvolvimento de novas tecnologias. Participa de comitês técnicos na ABNT, ABRAMAN, IBP, Sindicom, Sindilub e AEA.

Everton Muoio Gonçalles




24/10/2012 Lubrificação

Mitos e verdades sobre a viscosidade dos lubrificantes – PARTE 1

Antes de conhecer os principais mitos e verdades sobre viscosidade, é importante lembrar que viscosidade e nível de desempenho são aspectos distintos dos lubrificantes. Viscosidade se expressa pelas características físico-quimicas do óleo (exemplos: 15W-40, SAE 40, etc.), enquanto que seu desempenho é indicado pelas especificações técnicas determinadas por organismos internacionais (API, ACEA, JASO) ou pelas montadoras de veículos.

Viscosidade é a resistência do lubrificante ao escoamento quando submetido a uma determinada temperatura. É fundamental conhecer a viscosidade real do óleo em serviço, pois ela influi sobre o desgaste dos componentes do motor, sobre o atrito (que influencia o consumo de combustível), na partida e na refrigeração do motor.

A viscosidade do lubrificante depende da temperatura do motor: ela diminui conforme a temperatura aumenta (popularmente se diz que o óleo “afina”). Outro fator que atua sobre a viscosidade é a taxa de cisalhamento (rompimento da película lubrificante), que leva ao contato metal/metal e ao desgaste prematuro do motor.

É por isso que a viscosidade é tão importante para o lubrificante: ela deve ser “fina” à baixa temperatura para que na partida o óleo possa subir rapidamente às partes altas do motor; e, quando se atinge a temperatura ideal de funcionamento, precisa manter sua viscosidade para proteger os componentes do motor, principalmente nas áreas dos mancais, anéis, pistões e camisas.

Em geral, as pessoas têm a impressão de que o melhor óleo será aquele mais viscoso e mais claro, uma crença sem fundamento. Não erre escolhendo o óleo pela cor ou viscosidade. O que importa são suas características físico-quimicas e de desempenho.

Não perca as próximas partes desse artigo.

 

Everton Muoio Gonçalles, engenheiro mecânico formado pela UNITAU – Universidade de Taubaté. Atua desde 1987 em empresas nacionais e multinacionais de grande e médio porte no setor de petróleo, com vasta experiência em desenvolvimento de lubrificantes e derivados,elaboração de treinamentos, desenvolvimento de fornecedores de insumos, desenvolvimento de novas tecnologias. Participa de comitês técnicos na ABNT, ABRAMAN, IBP, Sindicom, Sindilub e AEA.

Everton M Gonçalles




25/07/2012 Lubrificação

Reparador, fique atento às responsabilidades com o resíduo dos lubrificantes

Para um veículo funcionar perfeitamente e ter boa conservação, é muito importante utilizar o lubrificante correto, seguindo sempre a recomendação do fabricante. Outro ponto que merece nossa atenção, tanto quanto a utilização do fluido correto, é dar a destinação final apropriada à embalagem e aos lubrificantes usados.

Atualmente, já existem legislações que regulamentam essas atividades e o reparador deve adotar as medidas legais para fazer o descarte do produto e das embalagens corretamente, contribuindo assim para a preservação do meio ambiente.

O papel do reparador é fundamental para o cumprimento da nova legislação, que busca a preservação e a melhoria ambiental. Mas para que este papel seja devidamente representado, o profissional da área de reparação deve estar atento às recomendações dos fabricantes para a correta utilização das novas tecnologias disponíveis no mercado. Com o tema “desenvolvimento sustentável” em foco, as grandes empresas vêm nos últimos anos elaborando produtos e serviços que estão ligados diretamente com o “pensamento verde”.

Há materiais para leitura gratuitos disponíveis e de fácil obtenção para que o reparador proceda conforme as normas. Segue abaixo uma lista de três referências muito úteis sobre o assunto, que seguramente poderão ajudar você, reparador, a cuidar do descarte correto de lubrificantes em sua oficina:

Apostila Proconve P7 Diesel e emissões - a nova legislação 2012:
http://www.anfavea.com.br/documentos/CARTILHAproconveSPREAD.pdf

Guia básico para gerenciamento de óleos usados ou contaminados:
http://www.sindilub.org.br/guia.pdf

Informações sobre como e onde descartar as embalagens usadas de lubrificantes:
www.programajoguelimpo.com.br

Bom trabalho até nosso próximo artigo!

Everton Muoio Gonçalles, engenheiro mecânico formado pela UNITAU – Universidade de Taubaté. Atua desde 1987 em empresas nacionais e multinacionais de grande e médio porte no setor de petróleo, com vasta experiência em desenvolvimento de lubrificantes e derivados,elaboração de treinamentos, desenvolvimento de fornecedores de insumos, desenvolvimento de novas tecnologias. Participa de comitês técnicos na ABNT, ABRAMAN, IBP, Sindicom, Sindilub e AEA.

Everton M Gonçalles
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